quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O visconde de Bragelonne

"A força, a nobreza e o ânimo tinham ido para Deus; a astúcia, mais hábil, sobrevivia-lhes e ficava na terra."
(O visconde de Bragelonne - Capítulo CCL - A morte de d'Artagnan)

As aventuras dos quatro amigos, sempre tão alegres e corajosas, acabam nas inúmeras páginas de "O visconde de Bragelonne". Talvez por ser justamente o fim, Dumas dá à saga um tom mais triste e tenebroso. Podendo ser encontrada em até dez volumes, a história que leva no nome o título de Raul, filho de Athos, conta não apenas a história dele, mas outras tantas, mostrando importantes figuras da História francesa e os quatro amigos tão conhecidos envolvidos em diferentes histórias.
Luísa de la Vallière, então comprometida com Raul, consegue um lugar como dama de companhia da rainha, esposa de Luís XIV, e torna-se amante do jovem rei. D'Artagnan, por sua vez, não contente com o novo reinado, abandona seu cargo e, com Athos, vai à Inglaterra ajudar Carlos II a retomar o trono que Cromwell tirou do seu pai, voltando depois ao serviço do rei francês. Luís, por sua vez, como soberano, é guiado por Colbert a testar o superintendente de finanças, Fouquet, fazendo com o que o simpático funcionário beire o desespero e vá a falência. Fouquet, no entanto, conta com a ajuda do cada vez mais misterioso Aramis, que lhe dá toda a ajuda financeira necessária para manter o cargo e a imagem do amigo, além de, consequentemente, acabar com Colbert e o rei. 
É impossível fazer uma simples resenha deste livro, justamente por ter tantas histórias, assim como difícil seria fazer uma adaptação teatral ou cinematográfica que não fosse gigantesca. Provavelmente por isso é que "O visconde de Bragelonne" não seja um título tão divulgando quanto "O homem da máscara de ferro". Essa última história que, creio, todos já ouviram falar, faz parte do último livro da saga dos mosqueteiros. É aqui que Aramis descobre a existência de Felipe, preso na Bastilha atrás do nome Marchiali, e o qual nem desconfia ser irmão gêmeo do rei. Aramis, por sua vez, planeja o sequestro de Luís e a fuga de Felipe com o intuito de colocar este último no posto de rei da França. 
O fim da saga não poderia escapar à morte dos admiráveis amigos ou de um final inesperado. Com suas mil e uma situações, Dumas consegue terminar com esplendor aquilo que teve um início encantador. Um livro magnífico e, infelizmente, difícil de ser encontrado (se bem que tudo se encontra na Estante Virtual), o que triplica o valor de tê-lo em mãos nem que seja apenas por tempo suficiente para lê-lo.

Fonte da imagem

E quanto a promoção d'Os três mosqueteiros, dos 9 comentários, 8 estavam querendo o livro o número sorteado foi:


Ou seja, quem ganhou foi o Otávio. Mas não se deprimam os que não ganharam. Como eu disse, adoraria distribuir esse livro pelo universo, então quem sabe mais adiante sorteie-o de novo. Mas se não quiser esperar, cate uma edição igualzinha (ano 1971) aqui.

6 comentários:

Otávio Machado disse...

OMG, sério isso? *______*
Ai, dois livros num dia, OMG!
Obrigado! Obrigado! Obrigado!

Erica Ferro disse...

São um bocado de histórias em "uma só"? Por isso que foi difícil fazer uma síntese perfeita dO Visconde de Bragelonne.
Como não o li ainda, não posso dizer "nossa, você resumiu bem o livro", mas posso dizer que, como de costume, a resenha está bem escrita, Seerig.

Ah, estou triste, cara! Eu queria tanto esse livro... Tsc, tsc, tsc...

Mas okay, okay, o Otávio é um lindo e merece ganhar essa linda edição (como também mereceu ganhar o sorteio da Bárbara no G.A. =] - não desmerecendo os outros participantes, claro).

Luna Sanchez disse...

Anaaaaaaaaaaa, vou te eleger meu "Biotônico Fontoura literário".

E sim, isso é um elogio.

=D

Vou ter que ler essa obra.

Um beijo.

Pandora disse...

É, eu já sabia que não seria eu!!! Putz como uma pessoa consegue não ganhar nenhum sorteio?!?!? Ao menos a serie foi feita a meu pedido, Otávio: me agradeça!

VaneZa disse...

Eu também sabia que não ia ganhar... eu nunca ganho sorteios.

Bom... eu tinha feito um comentário sobre a postagem mas perdi... em fim... não vou conseguir lembrar do que escrevi então vou mudar o contexto.

Quando eu vejo coisas como esse mês de Dumas eu percebo que a juventude (falou a titia rs) não tá perdida.

Além de vocês do meu convívio virtual, eu nunca vejo jovens de 20 e poucos anos se interessarem pelos clássicos... e isso é uma pena.

Acho que todo ser humano tem que ler pelo menos um clássico na vida... isso é importante, muito importante, eles não se chamam clássicos por nada.

Vejo muitos que sacam de tecnologia, internet e afins e se acham a nata da intelectualidade mundial. Isso é uma puta de uma piada. Se você perguntar a última vez que leram um livro eles vão perguntar se vale o fato de lerem blogs.

Não aguento esses jovens... isso me irrita profundamente. Me irrito quando vejo os mesmos postar no Face que adoram a Claudia Leite e o Jorge e Mateus (eu não sei quem são essas pessoas, mas li recentemente um comentário citando essas "personalidades").

Eu juro que imaginei que justamente por conta da revolução tecnológica essa geração seria diferente, mas não, ela é a pior das gerações... ou seria a pior das gerações... se não existissem vocês (Tu, Jaci,Erica, Allyne, Luna e tantas outras e outros). E eu sonho que minha filha, que virá um dia, seja como vocês... se assim for... eu vou ser uma mãe muito feliz.

BeijoZzz

Anônimo disse...

meleca

Alynne